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CONVITE CATEDRA INDIGENA

Currículo dos palestrantes:

Professor Doutor Casé Angatu (Carlos José Ferreira dos Santos): Indígena com o nome de Casé Angatu (Xukuru Tupinambá) e morador no Território Indígena Tupinambá de Olivença (Ilhéus/Bahia)

Doutor em História da Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo-FAUUSP - Linha de Pesquisa: História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo. Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Graduado em História pela Universidade Estadual Paulista-UNESP. Atualmente é Professor Efetivo na Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC/Ilhéus-Bahia (Curso de Graduação e Especialização em História). Autor dos Livros: Nem Tudo Era Italiano, São Paulo e Pobreza na Virada do Século XIX-XX (Annablume/Fapesp. 2006 - 3a. Edição) e Identidades Urbanas e Globalização: constituição dos territórios em Guarulhos/SP? (Annablume/Sinpro. 2006). Na UESC e em conjunto com o Povo Tupinambá organiza anualmente o Seminário Internacional de Histórias e Culturas Indígena Índio Caboclo Marcelino. Na mesma instituição foi: Coordenador do Subprojeto de História PIBID/CAPES/UESC junto à Escola Estadual Indígena Tupinambá de Olivença-EEITO, da qual é atualmente consultor pedagógico, Presidiu a Comissão de Estruturação do Mestrado em História-UESC e atua como Consultor ad hoc da Câmara de Pesquisa e Pós-Graduação daquela universidade. Exerce a função de assessor/consultor científico do Conselho do Patrimônio Cultural e Histórico do Estado de Pernambuco e da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Foi Professor Substituto Concursado nas seguintes instituições públicas: Universidade Estadual de Londrina-UEL (Cursos de História, Filosofia e Economia) e UNESP-Marília (Curso de Ciências Sociais). Organiza e administra periodicamente em diferentes instituições e cidades brasileiras o Curso de Extensão: Histórias e Culturas Indígenas - Saberes, Abordagens, Pesquisas e Possibilidades de Ensino (Lei 11.645/2008). Trabalhou na organização e coordenação do Conselho do Patrimônio Histórico, Núcleo do Patrimônio Cultural e Arquivo Histórico da Prefeitura Municipal de Guarulhos/SP. Co-organizou o Museu Histórico Amélia Amado em Itabúna/BA. Atuou no levantamento e reconhecimento dos grupos de cultura popular tradicional na região metropolitana de São Paulo. Possui experiência e atuação nas áreas de História Indígena, História Sociocultural, Memória/Oralidade e Patrimônio, com ênfase em História do Brasil, presença indígena e grupos populares. Atualmente desenvolve junto à UESC pesquisa e orientação envolvendo a história indígena, identidades, territoriedades, patrimônios e a formação sociocultural de algumas cidades no Sul da Bahia.

Resumo da palestra:

A história brasileira é marcada por continuas tentativas de genocídios e etnocídios dos Povos Indígenas. No entanto, os mesmos (re)existem de diferentes formas nestes mais de cinco século desde a chegada europeia neste território. A presente troca de saberes procurará discutir alguns desafios em relação aos protagonismos indígenas que por vezes são ignorados mesmo por aqueles que procuram aplicar a Lei 11.645/2008, que tornou obrigatória a temática da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena na rede oficial de ensino. Para isso, objetiva assinalar na direção da necessidade do diálogo entre o ensino das Histórias e Culturas dos Povos Originários, a produção dos conhecimentos acadêmicos e os saberes/vivências indígenas. Por fim, busca estabelecer reflexões acerca dos compromissos social e cultural dos envolvidos no processo educacional e na produção do conhecimento para enfrentar os desafios na implementação dessa lei e, acima de tudo, em respeito as lutas e vivências indígenas.

Doutoranda Marcia Mura (Marcia Nunes Maciel) faz parte do Povo Indígena Mura

Possui graduação em História pela Universidade Federal de Rondônia (2001). É mestre em sociedade e Cultura na Amazônia, pela Universidade Federal do Amazonas. Realizou pesquisa de história oral com o Povo indígena Cassupá e mulheres da Amazônia. Tem experiência com educação escolar indígena, vem realizando pesquisa com pessoas que vivenciaram espaços em seringais da Amazônia. Atualmente é doutoranda em História Social pela Universidade de São Paulo - USP, é pesquisadora do Núcleo de Estudos em História Oral/ NEHO - Núcleo de Estudos em História Oral. Em 2010 foi contemplada no edital de intercâmbio cultural do MINC para apresentar sua pesquisa de mestrado com mulheres que vivenciaram o espaço do seringal no encontro internacional de história oral realizado em Praga. É autora do livro 'O espaços lembrados: Experiências de vida em seringais da Amazônia.

Resumo da palestra:

Apesar da política de apagamento da memória indígena pensada e praticada pelo ESTADO muitas comunidades da Amazônia às margens do rio e na floresta denominadas ribeirinhas mantém um modo de ser indígena cultivando suas vidas ligadas à natureza. Por meio da história oral foi possível reconstruir a memória indígena de algumas comunidades no trecho de Manicoré/AM à Porto Velho/RO. A partir desse trabalho que resultou em narrativas textuais de tradições orais propõe-se realizar o fortalecimento da afirmação indígena nas comunidades geradoras das narrativas construídas em colaboração para a tese de doutorado “Tecendo tradições” de minha autoria como proposta de aplicação da Lei 11.645/2008, que tornou obrigatória a temática da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena na rede oficial de ensino.

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