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livro weltburgerWeltbürger, Brasilien und  die jüdischen Flüchtlinge, de Maria Luiza Tucci Carneiro.

Publicado pela LIT Verlag; Fapesp, com tradução de Marlen Eckl.

Datas e locais, sob a organização da Associação Brasil-Alemanha

11.09.2014- Embaixada do Brasil, em Berlim, 19hs

16.09.2014- Arquivo de Literatura Alemã, em Marbach, 18hs

18.09.2014 - na sede Seidvilla, em Munique, 19h30.

Este livro foi publicado em português, pela editora Perspectiva (2010), sob o título Cidadão do Mundo: O Brasil diante do Holocausto e dos Refugiados do nazifascismo.  A Autora  traz  uma  importante contribuição aos estudos sobre  intolerância e a política externa brasileira durante um período crítico do século XX: 1933-1948. O título Cidadão do Mundo, expressa o eufemismo que, dentre outros, servia para definir o perfil  de milhares de judeus desenraizados, destituídos de identidade jurídica e que. Expulsos pelo nazismo, vagavam pela Europa em busca de um refúgio.No contexto destes tempos sombrios, Tucci reconstitui o discurso  intolerante e anti-liberal do governo brasileiro que, sustentando uma política de aparências, endossava estígmas ideológicos antissemitas e xenófobos. Sob este prisma, a historiadora joga luz no passado de discriminação das vítimas do  Holocausto tendo como referência o Brasil diante das demais nações  européias e americanas. Fundamentada em ampla documentação histórica e testemunhos orais, Tucci Carneiro reconstitui a postura antissemita  e xenófoba dos governos de Getúlio Vargas e de Eurico Gaspar Dutra. Seduzidos pelos paradigmas fascistas, mostraram-se indiferentes diante da situação vivenciada pelos judeus expulsos de suas comunidades de origem ou, no pós-guerra, enquanto sobreviventes do Holocausto. Tem como foco a figura do judeu apátrida que, tratado como pária, não dispunha de muitas ofertas humanitárias para fugir e sobreviver ao terror nazifascista. O livro traz também algumas revelações inquietantes: a persistência de dezenas de Circulares Secretas que, nos bastidores do governo Vargas, impunham normas aos diplomatas em missão no exterior, proibindo a concessão de vistos aos judeus. Argumentava-se que não interessava ao Brasil receber judeus ou “não-arianos”, por sua “raça semita”, indesejável para compor a população brasileira. A documentação usada nas pesquisas pode ser consultada no site: www.arqshoah.com.br

 

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