LEER

Incentiva os estudos e o debate sobre os grupos étnicos que compõem a população brasileira privilegiando as questões da identidade, etnicidade e intolerância. A partir da pesquisa histórica, procura reconstituir as formas de organização e integração, assim como as formas de desintegração social marcadas pela intolerância, exclusão e violência. Os objetivos específicos desta linha de pesquisa interagem no campo dos estudos sobre racismo e da discriminação, reunindo informações que possibilitem avaliar os conflitos e tensões sociais no âmbito da realidade brasileira, além de propor ações educativas direcionadas para a promoção de uma cultura de paz.

bt etnicidade

 

Núcleo de Estudos Populacionais:
Reúne pesquisadores dedicados aos estudos dos grupos étnicos no âmbito das relações sociais procurando demarcar as diferenças e as pertenças que definem identidades e suas fronteiras simbólicas. Dedica-se ao mapeamento dos movimentos populacionais, procurado produzir novos conhecimentos sobre os deslocamentos de pessoas com ênfase na imigração, no exílio e nas migrações forçadas que alcançaram uma larga dimensão no século XX. Preocupa-se também em identificar, analisar e debater sobre as situações de exclusão e extermínio, com o objetivo de prevenir e advertir sobre os perigos das práticas totalitárias, autoritárias, genocidas e racistas.

Coordenador: Prof. Dr. Sedi Hirano (Professor Titular do Depto. de Sociologia)

 


 

 

PROJETOS

2014-2016

PROJETO: ESTUDOS CIGANOS [em execução]
COORDENADOR: Prof. Dr. Marcos Toyansk (Pós-Doutorando)
FAPESP: Proc. ????
PERÍODO: 01/03/2014 a 30/03/2016

Ementa: Os ciganos são pouco conhecidos pela sociedade mais ampla, embora estejam no Brasil há séculos e sejam estereotipados por aqueles que pretendem legitimar e justificar a perseguição e a exclusão. Faz-se necessário, portanto, pesquisar e relatar as experiências e percursos desses grupos. Com o objetivo de criar um quadro de referências sobre temas-chave da realidade dos povos ciganos, como migração e discriminação, esse projeto afigura-se como pioneiro no estudo sistemático dos grupos ciganos.
Por se tratar de uma comunidade étnica dispersa, buscamos a cooperação com pesquisadores brasileiros e estrangeiros de diversas áreas do conhecimento por meio da criação de um grupo de estudos, possibilitando assim uma abordagem interdisciplinar de um campo complexo e pouco explorado.
Este projeto foi anunciado durante a realização do Seminário Internacional "Ciganos: História, Identidade e Memória", organizado pelo LEER em 2013. Dentre as atividades do grupo, estão a publicação das comunicações do seminário, a criação de uma base de dados e a realização de futuros eventos para a apresentação das pesquisas.

Objetivos: - Incentivar os estudos sobre os ciganos no Brasil;
- Reunir projetos de pesquisa que abordem os seguintes temas: i) mobilização e ativismo romani; ii) história dos ciganos, destacando a experiência no Brasil; iii) cultura e identidade; iv) redes nacionais e transnacionais ciganas, as conexões entre grupos distintos e os espaços de referência identitária; v) discriminação e anticiganismo.
- Criar uma rede de pesquisadores sobre ciganos no Brasil e no exterior;
- Criar um website com o objetivo de disponibilizar as pesquisas para consulta online e divulgar as atividades do núcleo;
- Possibilitar a aproximação entre os ciganos e as atividades acadêmicas.

Pesquisadores e seus projetos:
Equipe técnica:
Parcerias:


 

 

2010-2014

PROJETO: ARQUIVO VIRTUAL HISTÓRIAS MIGRANTES [em execução]
COORDENADOR: Prof. Dr. Sedi Hirano (Professor Titular do Depto. de Sociologia)
FAPESP: Proc. 2010/50116-7
PERÍODO: 01/12/2010 a 30/08/2014

Ementa: A inteira história do Brasil é caracterizada pelo deslocamento de pessoas: da colonização ao tráfico de escravos, das migrações transoceânicas as internas. A identidade do país, alem das muitas contradições, foi construída sobre a idéia de uma sociedade multi-étnica. Isso não significa que seja uma sociedade sem conflitos e sem intolerância, ao contrário, mais nos obriga a tomar em conta, antes de todas as possíveis reflexões, quanto o movimento, voluntário ou forçado, de populações de origens e tradições distantes e diferentes possa ter forjado a vida do Brasil, até constituir a sua peculiaridade. A partir da década de 1980, o Brasil tornou-se um exportador de mão-de-obra, ou seja, um país de emigração; sendo ainda um dos destinos escolhidos por os migrantes das vizinhas repúblicas andinas. O papel, cada dia mais relevante, desenvolvido pelas migrações internacionais no contexto da globalização é uma realidade que impregna o debate contemporâneo. Pais de imigrados, emigrantes e imigrantes: em uma palavra migrantes. Essa peculiaridade faz do Brasil um observatório privilegiado das migrações passadas e presentes.

Objetivos: Reunir projetos de pesquisa que abordaram as migrações no Brasil sob múltiplas abordagens metodológicas: histórica, sociológica, antropológica, literário e artística;
Catalogar e inventariar fontes documentais organizando-as em uma Base de Dados a ser disponibilizada para consulta online;
Contribuir para a constituição de um arquivo virtual («histórias migrantes») com a reprodução
digital de testemunhos orais (histórias de vida), escritos (cartas, diários, autobiografias) e
fotográficos de imigrantes;
Criar um portal eletrônico com a finalidade de divulgar as pesquisas e as atividades do módulo
como publicações, seminários, congressos e simpósios; disponibilizar os bancos de dados e o
arquivo virtual («histórias migrantes») para os pesquisadores e o público em geral como
contribuição à reconstrução de uma memória coletiva que concentre a atenção sobre os
protagonistas das migrações;
Construir uma rede internacional de pesquisadores sobre migrações no Brasil e no exterior.

Pesquisadores e seus projetos: 
Alvaro Katsuaki Kanasiro: Filho de dekassegui é dekassegui?
Bruno Giovanetti: Vozes migrantes: italianos no Brasil
Cristina de Lourdes Pellegrino Feres: Imigração Italiana em São Caetano do Sul, SP (1877-1985)
Dolores Cormer: Gastronomia Espanhola
Erica Sarmiento da Silva: Imigração Galega para o Rio de Janeiro: inserção sócio-profissional e criminalidade no cotidiano carioca
Federico Croci: A Porta pelas Américas. Migrações a São Paulo: Cartas de Chamada e Trans-nacionalismo Familiar
Gustavo Taniguti: Cooperativa Cotia
Ismara Izepe de Souza: Espanhóis: História e Identidade
José Sacchetta Ramos Mendes: Migrações internacionais, em perspectiva histórica e jurídica
Koichi Mori: Gastronomia Japonesa e Estudos sobre Okinawanos
Lígia Cristina Sanchez de Almeida: A imigração de gregos e armênios para o Brasil: intolerância, negacionismo e silêncios
Márcio de Oliveira, Francieli Aparecida Lopes, Rafaela Strapasson Tosin, Wilson Alfredo Barbieri Lima: Imigrantes italianos em Colombo (PR)
Maria Luiza Tucci Carneiro: Migrações forçadas: os refugiados judeus no Brasil
Marileia Inoue: Migração japonesa para o Estado do Rio de Janeiro
Marília Dalva Klaumann Canovas: A Imigração Espanhola para o Estado de São Paulo
Marlen Eckl: História dos exilados de língua alemã no Brasil, 1933-1945
Mirian Silva Rossi: Arte e Artistas Migrantes em São Paulo 1890-1920
Norma Marinovic Doro: Os imigrantes e as doenças: diagnósticos e profilaxias [em parceria com Yara Monteiro]
Sedi Hirano: História da Imigração Japonesa no Brasil
Tali Pires de Almeida: Imigração Fronteiriça: Paraguaios, Bolivianos, Peruanos
Vanessa dos Santos Bodstein Bivar: Trabalhadores de Ofício no início do século XXI: Corumbá e Ladário-MS
Yara Monteiro: Os imigrantes e as doenças: diagnósticos e profilaxias
Yumi Garcia dos Santos: Migrações de mulheres no Brasil e no Japão. Uma análise sistêmica

Equipe técnica:
Bianca Hsiao
Carolina Cruz Gonzalez
Cíntia Longuini Alves
Jemima Alves
Jéssica Zanovello Fogaça
Júlia França
Lucas Marangão
Luzia Miyuki Teruya
Pedro Faggin
Priscila Vasconcelos
Samara Konno
Thiago Haruo Santos

Parcerias: Arquivo Nacional do Rio de Janeiro; Museu da Imigração Japonesa

 


 

 

2013-2014
PROJETO: ARMÊNIOS: GENOCÍDIO E IMIGRAÇÃO [em execução]
COORDENADORA: Profa. Dra. Lusiné Yeghiazaryan (DLO-Armênio/FFLCH-USP)

Ementa: Este projeto surgiu apos a realização do Colóquio Internacional "Genocídio Armênio: Protótipo do Genocídio Moderno", pelo LEER, em 2009, em parceria com o Zoryan Institute (Canadá). Tendo em vista a ausência de um grupo sistemático de pesquisa dedicado aos temas do genocídio e da imigração dos armênios para o Brasil, decidiu-se pela elaboração de um projeto envolvendo pesquisadores de distintas áreas do conhecimento. Ainda em formação, o grupo prepara a publicação resultante do citado colóquio e planeja um projeto bienal e futuros eventos para divulgação de suas pesquisas.

Objetivos: Incentivar os estudos sobre a imigração armênia para o Brasil e, em especial, aquela decorrente do genocídio armênio que serviu como protótipo para do genocídio moderno. Tem como propósito elaborar uma Base de Dados que favoreça a produção de novos conhecimentos sobre a postura do governo brasileiro diante destes fenômenos políticos e sociais, o registro de testemunhos que sirvam como sinais de alerta, tendo em vista a verdade, a justiça e a reconstrução das sociedades pós-genocídios.

Pesquisadores:
Aline Serra Teixeira
Artur Attarian Cardoso Camarero
Camila Bueno Firmino
Camilla Maria Dutra Garcia
Deize Crespim Pereira
Fernando Januário Pimenta
Hagop Kechichian
Ligia Sanchez de Almeida
Lusine Yeghiazaryan
Natalia Pereira Leal
Sarkis Ampar Sarkissian
Silvia Regina Paverchi
Stéphanie Havir de Almeida

 


  

2008-2009
PROJETO: MÍDIA NATIVA. SABERES LOCAIS E MEMÓRIA DIGITAL [encerrado]
COORDENADOR: Prof. Dr. Mássimo De Felice (Cepop-ATOPOS- Centro de Pesquisa da Opinião Pública em Contextos Digitais, ECA-USP)

Ementa: A apropriação de novas tecnologias comunicativas pelos indígenas e pelas populações de periferia inaugura uma fase original de sua atuação na sociedade brasileira, marcada pela auto-representação eletrônica. Desde as produções midiáticas e as narrativas eletrônicas até as formas de diplomacia e a participação em instituições internacionais, essas populações, consideradas minorias ou periféricas, iniciaram uma intensa e diversificada ação informativa que vai da criação audiovisual à construção de sites e de redes digitais, atuando de forma glocal através das novas formas de inclusão propiciadas pelas tecnologias digitais. O que ocorre hoje é uma apropriação tecnológica da palavra e uma deslocação eletrônica do pensamento nativo que supera as tradicionais contraposições entre centro-periferia, antigo-moderno, local-global, selvagem-civilizado.
A dinâmica social passa a ser permeada pela atuação das populações de periferia e indígena, que comunicam através das redes digitais as suas próprias narrativas e percepções sobre a contemporaneidade, inaugurando uma forma de participação social alternativa que ocorre além do espaço geográfico e das telas dos computadores. Dessa forma, a antiga distinção da sociologia urbana entre centro x periferia perde força, quando a própria "periferia social" passa a se auto-representar.

Objetivo geral: implementar uma linha de pesquisa voltada para a observação e análise das formas de auto-representação das populações nativas através da apropriação das tecnologias de comunicação digital. Pretende-se apoiar a criação de uma Cátedra Indígena na Universidade com o intuito de dar voz às diversas etnias, de maneira que elas mesmas protagonizem a narração de suas culturas. Através da observação permanente da produção midiática nativa (da periferia e indígena) pretende-se a disseminação das culturas indígenas pelos próprios índios através do Observatório Permanente de Mídias Nativa que tem como proposta: Mapeamento, acompanhamento e análise das experiências de auto-representação das minorias sociais através das suas produções midiáticas e narrativas eletrônicas.

Objetivos: Investigar a apropriação das diferentes mídias digitais (Rádio Web, TV Digital, Cinema e Vídeo digitais, Música Eletrônica, Internet – Blogs, sites, portais, comunidades vistuais e games) pelas minorias sociais;
Desenvolver um arquivo digital da memória nativa com todas as produções midiáticas pesquisadas;
Realizar seminários que ampliem o diálogo entre escritores, videomarkers, Djs, web designers e radialistas nativos e pesquisadores acadêmicos sobre as experiências e a produções midiáticas dessas minorias, mostrando a contemporaneidade e a complexidade das culturas nativas que, através do diálogo e do uso das tecnologias comunicativas, passaram a difundir na nossa época seus pensamentos e visões de mundo que veiculam e multiplicam as suas próprias palavras, imagens e culturas;
Promover o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas envolvendo as temáticas das mídias nativas.

Pesquisadores e seus projetos:

Adriana Anunciação Ramos: Relações Públicas e Responsabilidade Social Corporativa: do analógico para o digital
Carlos Eduardo Souza Aguiar: O fim da ação sedutora e as Relações Públicas no pós-erotismo.
Cláudia Leonor Guedes de Azevedo Oliveira Santos: Museus virtuais e novas tecnologias: a multiplicação de vozes na era do pós-museu
Diana Suzuki Oliveira, Além do Terceiro Setor: as contribuições das relações públicas nos novos contextos midiáticos.
Eliete da Silva Pereira: Ciborgues indígenas.br: a presença nativa no ciberespaço.
Fábio Alessandro Munhoz: Relações Públicas na pós-política: da articulação à conexão
Fábio Bianchi Cunha Martinez: Corpos e identidades em ambientes virtuais: olhar sobre o Orkut
Fernão Ciampa: Imagens da cena eletrônica
Iara Cordeiro de Melo Franco: Educação à Distância, tecnologias e comunicação.
Juliana Kiyomura Moreno: A identidade nipo-brasileira por meio da comunicação digital: a manutenção de valores e a sociabilidade fornecida pelas relações em rede
Julliana Cutolo Torres: www.governoeletronico.gov – entre conexão e participação: da democracia de massa às formas digitais de atuação democrática
Leandro Key Higuchi Yanaze: O jogo eletrônico como agente de auxílio à educação.
Marcella Schneider Faria:As tecnologias digitais como interface de com e sociabilidade: um estudo sobre a sociabilidade virtual no contexto das relações em rede
Mesac Roberto Silveira Júnior: Ciber-migrantes: Artifícios culturais na metrópole
Raoni Miranda Maddalena: "Dose Única" e "Uma Nova Fotografia"

Parceria:

Cepop/ATOPOS – Centro de Pesquisa da Opinião Pública em Contextos Digitais da ECA - USP (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo).

Pensamos este conceito de forma abrangente referindo-nos aos grupos – indígenas e populações de periferia – que antes não tinham voz perante o social, mas hoje atuam através da apropriação das tecnologias da comunicação digital.

 

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