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152 01Lasar Segall é um dos mais expressivos artistas-símbolo dos judeus na Diáspora. Nascido em Vilna (1891), fixou-se definitivamente em São Paulo em novembro de 1923 vindo a ocupar destacada posição no cenário da arte moderna brasileira. Foram suas andanças pelos tempos sombrios de Berlim, Dresden e Paris, assim como seu retorno a Vilna, que lhe aguçaram a sensibilidade para os temas judaicos, as utopias expressionistas e as concepções de uma arte engajada. Enquanto artista expressionista registrou seu protesto contra a degradação da retórica política, a injustiça e o genocídio. O conjunto de seus obras produzidas entre 1936-1947 deram conta da brutalidade sistemática praticada pelos regimes totalitários. Suas telas reconstituem imagens da morte em massa, outras retratam as estratégias de sobrevivência adotadas pelas minorias oprimidas expressas (sutilmente) no caminhar exausto do judeu errante, no gesto impetuoso de angústia e de medo, na resignação e apatia dos refugiados judeus. Enfim, a metáfora do sofrimento se transformou na força motriz da criação segalliana que, ao alertar a sociedade para a degradação humana, cumpriu seu papel revolucionário. Foi sob o prisma de seu olhar de cidadão russo e movido por sua alma judaica que Segall abordou a questão dos refugiados, do anti-semitismo e da barbárie nazista contra os judeus. Sua opção por uma série de temas representativos da memória coletiva judaica expressa a aplicação do seu conceito de revolução espiritual através da arte.

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progettiEsta publicação expressa os resultados do acordo acadêmico entre os pesquisadores da Universidade de São Paulo (Brasil), Universidade de Bolonha (Itália), CEIS20 da Universidade de Coimbra (Portugal) e Universidade de Vigo (Espanha), existente desde 2005, com o objetivo de promover os estudos sobre fascismo.
O discurso mitológico propagandeado pelo fascismo italiano muitas vezes induziu a considerar o corporativismo exclusivamente como uma doutrina de matriz, sobretudo, fascista. Na verdade, nos anos entre as duas guerras mundiais, o debate sobre o corporativismo conheceria uma ampla difusão em todos os países europeus e seria desenvolvido também fora da Europa, dando vida a uma pluralidade de projetos voltados à procura de uma "terceira via" entre o liberalismo e o socialismo. A circulação de sugestões corporativas viu emergir várias propostas de soluções para os problemas da representação dos interesses, da legitimação da autoridade politica, da reorganização do sistema socioeconômico, e envolveu na discussão também sujeitos políticos estranhos aos movimentos fascistas.
Apresentados ao congresso internacional desenvolvido em novembro de 2005 pelo Departamento de História da Universidade de Bolonha, os artigos aqui reunidos indagam a difusão das teorias e práticas corporativas sob uma perspectiva histórica comparada que alarga o campo de observação até os confins do continente europeu e se analisam em particular os casos italiano, português, romeno, eslovaco e brasileiro.

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livro-imigrantes-japoneses 600pixA coletânea Imigrantes Japoneses no Brasil reúne um conjunto precioso de artigos analiticamente críticos sobre a multiplicidade de trajetórias, histórias e memórias dos 100 anos da imigração japonesa no Brasil. Os textos são baseados em documentos históricos, testemunhos orais, fotografias e obras literárias em que os imigrantes japoneses são retratados a partir de diferentes perspectivas e valores, desde a chegada do navio Kasato Maru, no porto de Santos em 1908. Os ensaios reconstroem os momentos históricos vividos pelos japoneses e seus descendentes radicados no Brasil enfatizando suas lutas, tensões, terrores, temores, incompreensões, conquistas e (re)conquistas. Através dos seus documentos pessoais, fotografias e obras de arte aqui reproduzidos é possível reconstituir seu cotidiano e conhecer suas interpretações sobre a natureza, a felicidade e tristeza.

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doencasmedosOs ensaios aqui reunidos inserem-se em campo de conhecimento ainda pouco explorado: o da história das doenças, dos medos, da discriminação e de sua repercussão no meio social. Os textos instigam a repensar a função da ciência e do médico, as concepções de morte e de vida, em diferentes contextos e momentos históricos. Ou seja, a proposta é multidisciplinar: ainda que a doença "pertença à história", ela está ligada às histórias dos saberes, da ciência, da técnica, das instituições e das mentalidades. Sob múltiplas abordagens, os autores procuram reconstruir as diferentes visões que propiciaram a perpetuação dos medos, mesmo à revelia do avanço científico, tendo como pano de fundo correntes de pensamento, ideais e posturas científicas que influíram na adoção de políticas públicas de saúde nos últimos 150 anos. É uma obra que nos instiga a pensar o presente, vislumbrando um futuro sem medos.

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286-570047-0-5-tempos-de-fascismos-ideologia-intolerancia-imaginarioEsta publicação expressa os resultados do acordo acadêmico entre os pesquisadores da Universidade de São Paulo (Brasil), Universidade de Bolonha (Itália), CEIS20 da Universidade de Coimbra (Portugal) e Universidade de Vigo (Espanha), existente desde 2005, com o objetivo de promover os estudos sobre fascismo.
Esta coletânea cumpre uma dupla função: oferece ao público leitor os estudos desenvolvidos por especialistas que, anualmente, se encontram para divulgar suas pesquisas e debater sobre a história e historiografia do fascismo. Ao mesmo tempo, registra a memória de um grupo cujo relacionamento tem extrapolado as fronteiras da academia para fortalecer os laços de amizade. Cada encontro é marcado por atenções e por lealdade, gestos que expressam posturas que dificilmente seriam possíveis em tempos de fascismos: compreensão, respeito às diferenças e à liberdade de expressão. Os silêncios são respeitados, da mesma forma que as palavras podem ser pronunciadas nos mais diferentes idiomas. Todos se fazem entender em qualquer espaço geográfico, com (ou sem) tempo ou hora marcada para debater.

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1015884-250x250Poucos temas são tão persistentes e centrais na cena política das nações quanto o do anti-semitismo. Ele sobreviveu aos dois últimos séculos e, no século XXI, parece não enfraquecer, muito pelo contrário. Podemos pensar que este anti-semitismo é a contraparte de um modo de pensar tradicional, filho de um determinado cristianismo, que se renovaria e se adaptaria ao longo do tempo. Mas não é apenas disto que se trata. Antes, este volume aponta para uma constante recriação do anti-semitismo.
Como aponta a prefaciadora, Pilar Rahola, estamos diante do desafio de encarar o novo anti0semitismo, que se alimenta de antigos modelos do judeu, fartamente explorados na primeira metade do século XX, e acrescenta a eles elementos de "anti-americanismo". O "judeu" permanece assim no centro de um sistema social que exige sempre bodes-expiatórios para suas frustrações (como a provocada pela "queda do muro"). Ele é primeiro modelado como sendo o "principal culpado" (de tudo), depois condenado. Aqui e ali esta condenação assume ares de condenação à morte: pois se os judeus são sistematicamente, hoje, igualados aos nazistas é porque se exige um tribunal de Nuremberg contra eles. Neste discurso, Israel é demonizado e, em seguida, todos os judeus. Categorias nacionais, raciais e religiosas são misturadas de modo nada inocente.

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869837 632Este livro, elaborado com a colaboração de pesquisadores do Proin – Projeto Integrado Arquivo do Estado/Universidade de São Paulo. Os jovens pesquisadores que assinam estes artigos são hoje militantes da memória. Por meio de documentos investigados junto ao acervo do DEOPS/SP, reconstituíram a trajetória política de centenas de anônimos: operários, judeus, negros, mulheres, comunistas, fascistas, japoneses, alemães, lituanos, entre outros tantos segmentos sociais perseguidos por "pensarem diferente" e por sonharem com um mundo melhor. Esses estudos combatem, em particular, a historiografia comprometida com as versões oficiais da História que, protegida pela legislação brasileira, dá legitimidade à ação dos carrascos, perseguidores de utopias.

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9789728627249Esta publicação expressa os resultados do acordo acadêmico entre os pesquisadores da Universidade de São Paulo (Brasil), Universidade de Bolonha (Itália), CEIS20 da Universidade de Coimbra (Portugal) e Universidade de Vigo (Espanha), existente desde 2005, com o objetivo de promover os estudos sobre fascismo.
Os textos apresentados corresponde às comunicações do seminário internacional da Ribeira Grande "Autoritarismos, Totalitarismos e Respostas Democráticas: ideologias, programas e práticas", numa organização do Centro de Estudos Gaspar Frutuoso da Universidade dos Açores e do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra – CEIS20, com o inestimável apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande e da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Este Seminário Internacional surgiu na sequência dos já realizados em Bolonha (2005), S. Paulo (2006) e Coimbra (2007), integrando investigadores destas três universidades, bem como de outras instituições do ensino superior e centros de investigação. As experiências históricas dos autoritarismos e dos totalitarismos têm vindo a suscitar o empenhamento de historiadores, filósofos e cientistas políticos no sentido de melhor se compreender, tanto os contextos políticos, económicos, sociais e culturais que a tais regimes conduziram, como os respectivos fundamentos teóricos, linhas doutrinárias e a organização do "equipamento instrumental" para a concretização dos seus desígnios antiliberais e antidemocráticos.

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livro teses monografia 01 grO estudo desenvolvido por Regina Célia Pedroso cumpre com seu principal objetivo: o de resgatar o conceito de exclusão social enquanto um legado autoritário; legado este que tem sua gênese no Império Colonial português que, através do Tribunal do Santo Ofício e do Estado absolutista, estabeleceram regras para penalizar os desvios da fé, de pensamento ou de comportamento. Trazendo o tema para a realidade do Brasil contemporâneo, a autora nos obriga a redefinir o conceito de cidadania e repensar um dos princípios mais caros ao homem dos séculos XX e XXI: os Direitos Humanos. Sob o prisma "oficial" de que sempre é necessário punir o rebelde, ou seja, aquele que peca contra a Ordem instituída, Regina Célia analisa à luz do Direito e da História das Idéias, as condições dos cárceres brasileiros. A documentação aqui avaliada e as conclusões apresentadas nos alertam para a necessidade emergencial que o Estado tem de repensar seu sistema penitenciário.

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livro teses monografia 03 grPublicação que inaugura a Coleção Teses & Monografias no Arquivo do Estado de São Paulo em 1999, foi um dos primeiros trabalhos historiográficos que utilizou as fontes da Polícia Política. Esse livro, originário de uma dissertação de mestrado em História Social, discute a presença nazista no Brasil durante o Estado Novo de Vargas e tem como proposta a análise da ação do DEOPS na perseguição aos "elementos-símbolo da ideologia nazista, propagandistas do regime e espiões do Reich". A ideia de perigo alemão, veiculada a época, alimentou intensa repressão aos membros da comunidade alemã que estiveram, de alguma forma, envolvidos com o nazismo no Brasil, fosse pelo Partido, fossem pelas redes de espionagem ou por outros meios. Inicialmente, discute-se no contexto nacionalista do governo Vargas, na década de 1930, pelo qual se explica os mecanismos de controle sobre as comunidades germânicas no Brasil e sobre suas ideias políticas. Em seguida, a autora reconstrói as atividades do Partido Nazista, a propaganda ideológica veiculada por impressos e as redes de espionagem que se formaram durante a II Guerra Mundial, bem como a participação individual de imigrantes alemães nos serviços de informações mantidos no Brasil. As questões foram analisadas considerando-se o "olhar policial" e a repressão instituída sobre essa comunidade, concluindo-se a obra com a prisão de "súditos do Eixo" em presídios, delegacias e campos de concentração para prisioneiros de guerra no Brasil.

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