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livro teses monografia 04O livro de Maria das Graças Andrade Ataíde de Almeida, além de trazer uma reconhecida contribuição à história social e política de Pernambuco, durante a Interventoria de Agamenon Magalhães (1937-1945), representa um eficaz exemplo metodológico quanto ao uso da fotografia como fonte de informação e interpretação históricas. As imagens em seu trabalho não são meras "ilustrações" ao texto, ao contrário, explicitam ao leitor a ideologia do regime varguista estampada na imprensa carioca e pernambucana. A autora demonstra a importância da fotografia como poderoso instrumento de denúncia social quando em mãos de turistas "advenas", as quais não tinham permissão para dirigiram suas câmeras a nenhum tipo de cenário que maculasse a nova imagem da cidade idealizada pelo Estado. Uma nova imagem que não admitia a fisionomia da arquitetura colonial, identificada com o atraso e com os fantasmas do passado. Os olhares dos turistas foram dirigidos para os espaços idealizados de forma que as câmeras registrassem apenas "cartões-postais". Fragmentos localizados de modernidade, erigidos sobre os palcos das avenidas e jardins, agora limpos, higienizados, iluminados, mascarando o grande espetáculo da miséria, que se viu, de súbito, transformado em pesadelo imaterial, apenas uma fantasia da imaginação. Uma imagem sem foto, uma "verdade" autoritária.

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brasil-refugio-tropicos-altaA partir dos anos 20 deste século, a Europa, mal refeita da Primeira Guerra Mundial e enfrentando graves dificuldades econômicas, ingressaria num período de convulsões extremas e de irracionalismo exacerbado que atingiria seu paroxismo com a instauração de um programa político prevendo a segregação, o confinamento e mesmo o aniquilamento premeditado de parcelas inteiras da população em países de tradições humanistas e culturais como a Alemanha, a Áustria e a Itália.
O objetivo deste livro e da exposição que lhe deu ensejo, está, portanto, em tornarmos pública – inclusive através dos documentos sigilosos do período Getúlio Vargas – a posição do Brasil e de tantos outros países frente a esta infindável série de tragédias pessoais e coletivas, e que dizem muitíssimo respeito à faculdade do ser humano de se organizar em sociedade. Para tano, torna-se imprescindível construirmos o conhecimento histórico e alertar as gerações presentes sobre o perigo e as consequências das doutrinas racistas e totalitárias.

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catalogo hiroshimaEste é um livro/catálogo que reúne imagens e textos sobre a bomba atômica que caiu sobre a cidade de Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945. No seu conjunto, os traços, as cores e as palavras que pigmentam estas páginas traduzem as mensagens de alerta e de paz produzidas por aqueles que, entre 6 de agosto de 2005 e 22 de janeiro de 2007, tiveram a oportunidade de visitar a exposição iconográfica Hiroshima. Testemunhos e Diálogos, promovida pelo LEI – Laboratório de Estudos sobre Intolerância/USP em parceria com o MAC – Museu de Arte Contemporânea/USP. Manifestações de solidariedade e amor ao povo japonês, em distintos momentos, serviram para demonstrar que essas cicatrizes ainda sangram.

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humanitas campos memoriaEsta é a história de Kiwa Kozuchowicz, judeu polonês nascido na cidade de Pacanów em 1 de outubro de 1922. Sua história de vida foi registrada por sua filha Rosana Kozuchowicz Meiches, que lhe dá voz e torna viva a sua memória. Enquanto sobrevivente do Holocausto, Kiwa Kozuchowicz carrega consigo uma identidade numérica: a de judeu tatuado no antebraço com o número B513 – uma forma de desumanização imposta pelo regime totalitário do Terceiro Reich.
O livro distingue-se pela narrativa construída em círculos temporais que garantem ao leitor acompanhar a trajetória de Kiwa pelos guetos, campos de concentração e de trabalho, espaços da exclusão impostos pelos nazistas aos indesejáveis por sua "raça" ou credo político.

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9788598292373Este livro de memórias foi escrito por uma sobrevivente do Holocausto: Sabina "Jaffa" Kustin (1928), nascida em Lodz, na Polônia. Fases significativas de sua vida expressam fragmentos da história do século XX, abalado pelo antissemitismo sustentado pelos nazistas. Sua vida – hoje publicada em livro – é a história de uma longa agonia, muitas vezes indescritível, seguida de vitória.
Sabina testemunhou, em 1939, a invasão nazista em sua cidade natal. Apavorada com a prisão e a morte de milhares de judeus, escondeu-se em buracos e becos escuros. Em maio de 1940, toda a sua família foi levada para o gueto de Lodz, sendo, posteriormente, exterminada nos campos de Auschwitz e Treblinka. Separada de seus pais, foi salva por um padre polonês que a escondeu com outras crianças no porão de uma igreja católica. Esse abrigo, porém, foi denunciado e o padre conduziu as crianças até as fronteiras da União Soviética. No final de 1944, Sabina foi presa e levada para o campo de concentração de Bergen-Gelsen, de onde foi libertada pelos britânicos, em abril de 1945. Aderiu ao movimento sionista e testemunhou cenas históricas como o ataque ao navio Exodus, em 1947, e o nascimento do Estado de Israel. Em Israel – seu primeiro país de acolhimento, seguido pelo Brasil –, saboreou a euforia de bem-estar. No Brasil, sobreviveu à violência urbana, movida por sua coragem e fé em Deus. Seus escritos simbolizam um protesto contra o antissemitismo, a injustiça e o genocídio.

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migracoes3Este livro reúne os mais recentes estudos sobre a participação dos trabalhadores imigrantes italianos na história dos movimentos operário e sindical brasileiros. Sob múltiplos pontos de vista e recortes metodológicos, analisa as relações entre a história do trabalho e as infinitas histórias da imigração. Reconstitui os caminhos trilhados por milhares de trabalhadores italianos que, enquanto agentes sociais, deixaram uma marca profunda na história político-social do Brasil contemporâneo. Trata de temas cruciais como o fascismo e o movimento antifascista, a imprensa, as redes sociais e a repressão aos italianos "subversivos da ordem". Da reunião dos trabalhos depreende-se um quadro complexo e articulado que impressiona principalmente pela grande vitalidade e capacidade criativa expressa pelo conjunto das organizações de trabalhadores imigrados italianos que, na difícil e muitas vezes contraditória fase de inserção na sociedade anfitriã, eram, apesar de tudo, capazes de elaborar e executar concretamente políticas de solidariedade de classe que deixavam entrever a possibilidade de construir um mundo alternativo em relação ao que a oligarquia nacional da Primeira República estava configurando como projeto de construção da nova nação.

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migracoes1A presente obra representa uma enorme contribuição à historiografia dos grupos migratórios que vieram a São Paulo, por preencher a mais evidente lacuna de nosso conhecimento a respeito desses grupos, sobretudo pelo fato de os espanhóis comporem, ao lado de italianos e portugueses, o rol das levas de origem estrangeira mais numerosas que para cá acorreram. Só por isso, este livro já nos presta um serviço muito relevante: o de dar visibilidade a um grupo tão importante e ao mesmo tempo tão pouco estudado. Mas não é só isso. Merecem ainda destaque a descoberta e o tratamento minucioso de fontes originais como o Diário Espanhol e os Livros de Registro de Imigrantes consultados no consulado, a ampla cobertura da bibliografia disponível sobre espanhóis no Brasil, inclusive das fontes literárias, e a estrutura clara e coerente de organização do texto. Assim, por esta obra e pela anterior, já publicada, Marília Cánovas assume posição de referencia para quem desejar estudar ou se informar a respeito da imigração espanhola em São Paulo.

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livro imigracao revolucaoFundamentado em documentação inédita do arquivo do DEOPS-SP, este livro nos permite conhecer a trajetória de algumas das minorias que compõem o mosaico de povos imigrantes em São Paulo. A metrópole foi um dos principais destinos de imigração do mundo, um extraordinário laboratório político e social no qual, de um lado, o Estado operava uma "limpeza" entre os imigrantes por meio dos seus aparelhos de controle e repressão – o lema era o de perseguir e expulsar aqueles que não se adequavam ao projeto de construção da identidade nacional – e, de outro, os grupos de imigrantes agiam e interagiam dando vida ou projetando visões e perspectivas do seu mundo em oposição ao das elites. Seguindo o rastro dos agentes do DEOPS, o rigoroso trabalho de pesquisa realizado pelo autor traz à luz as vivencias e vicissitudes dos imigrantes lituanos, poloneses e russos que, apesar das diversidades históricas e culturais que não raramente chegaram a manifestar-se em abertos conflitos, foram identificados genericamente como originários do leste europeu e, por isso, suspeitos de ter uma natural vocação revolucionária. Graças a este trabalho podemos colocar uma peça a mais no complexo mosaico que constitui a sociedade brasileira e paulista, em particular.

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9788531412370mrox6it7X0WCDS6bh076iYp1lZUfEDkqIn Difesa della Razza: Os Judeus Italianos Refugiados do Fascismo e o Antissemitismo do Governo Vargas reconstrói a história dos judeus que emigraram da Itália para o Brasil para escapar da perseguição antissemita introduzida na Itália por Mussolini em 1938. Baseando-se em pesquisas minuciosas em arquivos italianos e brasileiros, a autora Anna Rosa Campagnano descreve tanto os aspectos ferais dos acontecimentos como as trajetórias particulares desses refugiados, muitos dos quais foram oportunamente entrevistados e forneceram documentos e fotografias inéditos. É um texto importante para conhecer os aspectos positivos e negativos de uma história marcada por partidas, acolhimentos e retornos, adaptação e saudades.

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22569526A história da imigração portuguesa para o Brasil durante mais de 120 anos após a Independência foi marcada por dois aspectos contraditórios: o favorecimento políticos e jurídico à fixação de cidadãos lusos no país e as ações de antilusitanismo que, em diversas ocasiões, como nas Regências e durante a Primeira República, chegaram à violência física contra imigrantes portugueses, em várias regiões. Este estudo, realizado num veio interdisciplinar entre o direito e a história, em perspectiva de longa duração, é fruto de pesquisas recentes em arquivos e bibliotecas no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos. Apresentado originalmente como teses de doutorado no Departamento de História da USP, o trabalho recebeu em 2007 o Prêmio Fernão Mendes Pinto da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) pela contribuição ao avanço do conhecimento sobre a imigração para o Brasil e as relações luso-brasileiras.

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