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livro inventario deops 14 grO inventário "Quebra-santos", de autoria de Eduardo Goés de Castro, expressa a riqueza do Fundo DEOPS sob a guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Como pesquisa de Iniciação Científica, este estudo dá continuidade ao mapeamento dos prontuários policiais desenvolvidos pela equipe de pesquisadores PROIN. Através deste inventário constatamos que, em muitos casos, os "inimigos políticos" coincidem com os "inimigos da Fé católica". Tratados pela Polícia Política como espécies de "plantas exóticas" ou "ervas daninhas", esses desordeiros deveriam ser combatidos. Popularmente denominados de "Quebra-santos", os hereges da Ordem Social e Política era "eternos inimigos de nossa pátria e da nossa raça". Daí encontrarmos fichados pelo DEOPS – além dos anarquistas, comunistas e socialistas – os partidários do Protestantismo, os adeptos do Espiritismo, os afiliados à Maçonaria, e os Testemunhas de Jeová.
Esses registros demonstram que, nas décadas de 1930-1940, a população do Estado de São Paulo era heterogênea e que nem sempre correspondia ao projeto étnico-político idealizado pelo governo Vargas. Publicações libertárias investiam contra a Igreja Católica identificada como "o monstro clerical que se infiltrava no território brasileiro"; enquanto os padres era ridicularizados como "papa-hóstias" e seus fieis como "lambe-altares". Livretos publicados pelos Testemunhas de Jeová foram confiscados como provas de crime político por denunciarem os campos de concentração nazistas; ao mesmo tempo que dezenas de centros espíritas foram fechados como "partidários do comunismo". Enfim, nem tudo era calmaria na Paulicéia tão desvairada.

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judeusEste inventário trata da repressão aos judeus que, nas décadas de 30 e 40 encontravam-se radicados no Estado de São Paulo, na condição de apátridas e refugiados do nazismo. Perseguidos pelo DEOPS/SP como "Súditos do Eixo", esses judeus vivenciaram "tempos sombrios" delineados pelo antissemitismo endossado pelo governo de Getúlio Vargas. Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Aliados em 1942, centenas desses judeus – e principalmente aqueles nascidos na Alemanha, Áustria e Polônia – foram tratados como "adeptos do nazismo", apesar de terem perdido familiares, vens e nacionalidade em decorrência da política racista aplicada pelo III Reich. Estes documentos denunciam as injustiças praticadas pela Polícia Política paulista que, enquanto órgão de repressão do Estado varguista, agiu mobilizada pela força dos mitos, dentre os quais o do complô judaico-comunista.

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livro inventario deops 11 grEste volume tem como principal objetivo elaborar um cadastramento sistemático dos prontuários de anarquistas registrado junto ao arquivo do DEOPS/SP. Com base nessa documentação a autora estabelece o perfil político e social do movimento anarquista, baseada na nacionalidade, profissão, raça e religião de seus membro. Investiga também o envolvimento das mulheres identificadas com o ideário anarquista, cuja ação política pode ser constatada por meio do material confiscado pela Polícia Política. Em sua análise, dedica uma atenção especial à construção do discurso policial acerca dos anarquistas incriminados.

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livro inventario deops 09 grCom o objetivo de estudar a repressão aos japoneses e seus descendentes durante a Segunda Guerra Mundial, buscamos inventariar a documentação referente ao tema do acervo DEOPS/SP. Através da análise do discurso policial é possível resgatarmos a história dos componentes desta colônia que foram, de forma generalizada, considerados "inimigos da Pátria". Os imigrantes de origem nipónica são apresentados em toda a sua alteridade, a partir da qual, sob a inspiração dos nacionalismos étnicos, as diferenças são transformadas em signos do indesejável: primeiro, pelas doutrinas racistas então em voga; segundo, por tratar-se de um grupo étnico demasiadamente diferente, nem totalmente branco, nem europeu; terceiro, por se expressarem num idioma que em nada se assemelhava as lí­nguas conhecidas pelos homens letrados; por último, pela sua cumplicidade, segundo as suspeitas da polí­cia polí­tica, de tramas sinistras e pactos secretos em favor dos interesses do Império Japonês. 

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ArquivoExibirO Projeto Integrado Arquivo/Universidade que inventariou as fontes do DEOPS/SP junto ao Arquivo do Estado para revelar a documentação relativa aos mitos impulsionadores dos anos 30 e 40 coloca em manifesto o local do mito do complô judaico-comunista no imaginário de horror ao judeu na Era Vargas e nos imediatos anos subsequentes, através de um rico inventário de prontuários da Polícia Secreta. A documentação que é revelada pela primeira vez do inventário da polícia secreta do DEOPS fornece uma inestimável fonte para estudar os modos nos quais a recepção do mito conspirativo da "dominação judaico-comunista" entre as forças de repressão vai construindo a imagem do judeu como Inimigo que atentaria contra a segurança nacional, mas também contra os costumes, a família e a moral da sociedade brasileira.

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LivroProinA obra de Mariana testemunha a institucionalização de medidas atrozes contra estrangeiros no Brasil, durante o primeiro governo de Getúlio Vargas, entre 1930 e 1945. No universo com o qual a autora se familiariza em sua diuturna investigação a processos judiciais e administrativos do período histórico compreendido entre 1933 e 1939, concretiza-se o núcleo episódico de expulsões de estrangeiros considerados inimigos políticos do sistema estatal. No Brasil, as Constituições, embora contemplassem princípios protetivos dos direitos dos cidadãos, as práticas autoritárias da cultura policialesca e truculenta sempre conspurcaram o exercício democrático, registrando o aspecto retórico das emanações normativas, em conformidade com o pensamento das elites populistas e conservadoras. Todavia, a autora desnudou num universo de sentenças, decretos, alvarás e despachos, a resistência oficial ao influxo de ideias libertárias vivenciadas pelo aporte dos estrangeiros radicados no Brasil da era Vargas, na consolidação da cidadania brasileira, ainda circunscrita a um frágil suporte de emancipação.

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livro repressao resitencia 09 grO texto de Taciana Wiazovski, bem como a séria pesquisa em que ela se baseia, convertem este livro em um trabalho de interesse não apenas para os especialistas, mas para todos aqueles que têm sua atenção voltada para a política moderna, as identidades coletivas, os Estados-nação, o anti-semitismo e sua influência cultural e política, e uma variedade de temas correlatos.
Estamos diante de uma obra que analisa um caso de dupla exclusão: os judeus como categoria geral suspeita, com base em um preconceito racial, étnico-religiosos; e o comunismo político, percebido como uma ameaça à estrutura de poder existente e talvez, também, como uma alternativa alienante à hegemonia cultural de base católica e ocidental. Ambas exclusões situam o judeu-comunismo transformado em elemento central do mito mobilizador e da teoria da conspiração como ponta-de-lança da ação anti-subversiva, usada por intelectuais e propagandistas, autoridades públicas e por aqueles que se encarregavam da segurança interna, como o DEOPS.

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livro repressao resitencia 08 grPartindo de um projeto coletivo de análise de material riquíssimo, tal como os documentos dos Arquivos do DEOPS, Departamento de Ordem Política e Social, da polícia paulista – trabalho este coordenado pela professora da História/USP, Maria Luiza Tucci Carneiro – a pesquisadora nos apresenta um painel da repressão policial sobre os italianos de São Paulo, nos anos vinte e trinta do século XX. Abrindo o volume, o leitor vê descortinar-se o panorama da imigração italiana para o Estado de São Paulo, numa análise que vai desde as razões da expulsão da Itália, conturbada por uma unificação pelo alto, até a indagação dos motivos de atração para o Brasil. Os quase um milhão de italianos que vieram ao Estado no período da grande imigração, mantiveram-se submissos às más condições de trabalho e às desiguais relações estabelecidas, e foi apenas por exceção que um minúsculo punhado se rebelou, tornando-se alvo de perseguições policiais. As fontes compulsadas pela autora dão conta de uma amostra desse pequeno universo de militantes, permitindo retraçar boa parte do caminho trilhado por eles.

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livro repressao resitencia 07 grO livro O Perigo Amarelo: Imagens do Mito, Realidade do Preconceito (1920-1945) tem como objetivo principal resgatar a presença dos imigrantes japoneses no imaginário político brasileiro entre os anos de 1920 e 1940. Através de diferentes fontes – prontuários do DEOPS/SP, charges políticas e literatura tanto antinipônica quanto filonipônica – a autora avalia e interpreta as variações da imagem dos japoneses nesse período. Demonstra que os estereótipos vinculados aos imigrantes oriundos do Império do Sol Nascente são anteriores à Segunda Guerra Mundial, seja os relacionados a questão de inferioridade racial como, também, em relação às suspeitas de infiltração política.
O conflito mundial que colocou em campos opostos o Brasil e o Japão serviu para diluir a ambiguidade do discurso até então presente: por um lado o japonês como dócil e bom trabalhador; do outro, inassimilável e perigoso para a nacionalidade brasileira. Nesse novo contexto, a intolerância aos nipônicos encontra seu auge, generalizado, impondo aos cidadãos dessa origem um cotidiano difícil e restrito.

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livro repressao resitencia 06 grReconstruir o cotidiano dos trabalhadores de Santos entre 1930 e 1954 - seus bairros, ambientes de trabalho e o percurso nos bondes e ônibus - é o objetivo de "Moscouzinha" Brasileira. Em uma abordagem original e instigante, a obra investiga as relações bairro-transporte-trabalho e seus diferentes significados. O bairro japonês da Ponta da Praia, as regiões portuguesas e espanholas da cidade, a ocupação dos morros, o conflito Morro/Gonzaga, o papel do bonde/ônibus e os conflitos/acomodações do ambiente de trabalho do porto e do comércio ganham vida nas páginas da "Moscouzinha" Brasileira.

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