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livro repressao resitencia 05Durante várias décadas, o envolvimento brasileiro na Segunda Guerra Mundial permaneceu encoberto por espesso véu de ignorância e de condescendência. Este livro segue a trilha aberta pela nova historiografia brasileira sobre a participação do país na Guerra, contrapondo-se à visão apologética que construiu uma mitologia no imediato pós-guerra. Ele decorre de um trabalho consistente e abrangente desenvolvido no Programa de História Social da FFLCH-USP e do Projeto Integrado Arquivo do Estado/USP e orientado pela Professora Maria Luiza Tucci Carneiro, que resultou na preparação e publicação de um conjunto de trabalhos fundamentais sobre a política das autoridades brasileiras com relação às supostas minorias vinculadas de alguma maneira ao Eixo. A autora designa os espaços destinados pelo Estado brasileiro para reunir os prisioneiros de guerra como sendo "campos de concentração", contrariando outros especialistas que os consideram como simples prisões onde as regras eram de tal modo elásticas, a ponto de ser identificadas como verdadeiras "colônias de férias". Não é necessária a constatação de maus tratos para caracterizar a existência de um campo de concentração. Por outro lado, não deve haver confusão de gênero entre os campos de concentração e os famigerados campos de extermínio.

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livro repressao resitencia 04 2 grO trabalho de Fernanda Torres Magalhães situa-se entre as primeiras pesquisas realizadas pelo PROIN – Projeto Integrado Arquivo do Estado / Universidade de São Paulo. Solidamente fundamentado em fontes consultadas junto ao Fundo DEOPS, este estudo abre caminhos para novas investigações acerca dos aparatos repressivos do Estado. Uma detida análise dos métodos de controle e repressão que caracterizaram o governo autoritário de Getúlio Vargas guia a autora num levantamento seletivo entre inúmeros prontuários de forma a dar o nome, reproduzir o rosto e expor a saga de cidadãos considerados suspeitos. Trata-se de uma inédita relação de fontes acerca da fotografia policial e de competente análise de seus usos "científicos", que enriquece a historiografia brasileira, seja nos estudos da história da fotografia, seja no que se refere à história política, em especial, durante o Estado Novo.

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livro repressao resitencia 03 grOriginalmente apresentada como dissertação de mestrado em História Social pela USP, com orientação de Maria Luiza Tucci Carneiro, Etnicidade, Nacionalismo e Autoritarismo procura investigar os grupos urbanos, formados a partir de uma imigração mais recente, chegada ao Brasil após a Primeira Guerra Mundial, que trouxe uma geração de alemães que imigravam com seus hábitos, costumes, língua e com seus sentimentos pangermânicos exacerbados pelo crescente nacionalismo europeu do início do século XX. Contudo, Eliane Alves posicionou-se ao largo dessa vaga e eis então a excepcionalidade que esse trabalho proporciona à historiografia: a promoção de novos temas acerca das mesmas histórias. Com a diversidade de documentos encontrada no Fundo DEOPS-SP, pôde produzir um perfil da comunidade alemã de São Paulo, a partir da existência de grupos comunistas, nazistas, democratas e judeus. Esses também puderam ser identificados pelos estigmas que existiram contra os estrangeiros alemães, mas soube compor sua obra a partir da reunião de um perfil variado de imigrantes, demonstrando que no interior da comunidade alemã paulista existiam pessoas diferentes, mesmo que originárias de um mesmo país e de uma mesma geração, que pensavam distintamente e tinham crenças políticas diferentes, formando um grupo diversificado no interior de uma comunidade fechada e aparentemente unificada pela identidade cultural germânica. Pode-se considerar, ainda mais, que ao propor uma análise da documentação do DEOPS-SP relativa à comunidade alemã "sob intensa vigilância", a autora, como integrante do grupo de historiadores formados pelo PROIN, contribuiu para os estudos da repressão política na Era Vargas.

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7503599GGCaça às Suásticas é uma adaptação da dissertação de Mestrado da autora defendida pelo Departamento de História da USP com orientação de Maria Luiza Tucci Carneiro. O livro enfoca a história da repressão ao Partido Nazista no Estado de São Paulo, estado que possuía o maior número de filiados a este partido. Suas fontes são os arquivos do DEOPS/SP, revelando mecanismos e subterfúgios da polícia. Relatórios de inquérito, fichas de qualificação, ordem de prisões e fotografias e jornais são as fontes da autora para recuperar este capítulo pouco estudado da História do Brasil. A caça às suásticas aconteceu a partir de 1938 quando o estado varguista estabeleceu decretos contra estrangeiros que restringiram as atividades políticas do partido. Quatro anos depois, em 1942, a repressão se acerra com a entrada do Brasil na II Guerra ao lado dos Aliados. O período de repressão ao partido (1938-45) acaba por datar também quando este desenvolveu livremente suas atividades. Legalmente, o Partido Nazista funcionou no Brasil de 1928 a 1938 com as ações autorizadas pelo Estado. Há documentos que se referem à presença de representantes do governo Vargas (1930-1945) às festividades do Partido nesse período. Até 1933, quando o Partido era embrionário, os objetivos do partido em território brasileiro eram o combate ao comunismo e o favorecimento das eleições de Hitler. Após, outros fins foram se agregando: a propaganda das idéias nazistas; a formação da juventude hitlerista; a criação da Volksgemeinschaft (Grande Comunidade Nacional) de alemães residentes além da fronteira do Reich e, finalmente, o repatriamento dos alemães que aqui moravam, através de trocas de câmbio favoráveis. 

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livro repressao resitencia 01 grOriginalmente uma dissertação de mestrado em história social na USP orientada pela Profa. Dra. Maria Luiza Tucci Carneiro, O Risco das Idéias – Intelectuais e Polícia Política (1930-1945), em linhas gerais, explora as relações entre intelectuais e polícia política. O estudo recupera a presença e significado na história social e política brasileira de intelectuais comunistas e operários que, embora conhecido das agências de controle repressivo da dissidência política, foram anônimos para a historiografia oficial. A história desse anonimato, de suas táticas e de suas estratégias de ação, do modo como circularam clandestinamente entre os meandros do poder repressivo e do modo como foram registrados em prontuários policiais compõem uma miríade de questões através dos quais o autor vai desfiando o segredo do poder que reprime arbitrariamente e suprime o pluralismo que deve caracterizar uma sociedade livre e democrática. Com acesso aos prontuários da Polícia Política do Departamento de Ordem Social e Política, foi trazido à tona um lado obscuro da sociedade brasileira, mais propriamente os porões da ditadura do Estado Novo (1937-45), em seu trabalho burocrático de vigilância, monitoramento e escrituração do poder político repressivo.

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Cidadão do Mundo mostra o Brasil diante do Holocausto e dos judeus refugiados do nazismo. O livro de autoria da historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro,  foi lançado na Feira de Livros de Frankfurt que, neste ano, teve o Brasil como tema. Publicado pela Lit Verlag, de Viena e traduzido pela historiadora Marlen Eckl, este livro divulga para o público de língua alema, um dos importantes seguimentos das pesquisas desenvolvidas pela autora sobre o tema do antissemitismo no Brasil. A expressao "Cidadão do Mundo", ao contrário de ser um elogio ao cosmopolitismo dos judeus, expressa a forma sutil encontrada por vários países de destituir-lhes de seu sentido de pertencimento a uma nação, facilitando a perseguição enquanto um "estrangeiro" universal. Sob este viés, Tucci Carneiro discute a política racial brasileira no contexto das ações totalitárias e autoritárias dos anos de 1930 a 1950, fazendo uma minuciosa arqueologia do problema dos refugiados "políticos" europeus perseguidos pela Alemanha nazista e países colaboracionistas.  Através de documentos diplomáticos, policiais e outros coletados nos arquivos pessoais de refugiados judeus no Brasil, Tucci analisa a postura do Brasil diante da tragédia que culminou com o Holocausto. A pesquisa despe a diplomacia brasileira de seu usual discurso humanista para mostrar que o governo do Brasil foi, antes de se qualquer ato de solidariedade e humanismo, um simpatizante dos ideais fascistas e do antissemitismo. A obra foi originalmente publicada em português pela Editora Perspectiva.

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